Boiteux & Almeida Advogados Associados

Direito Civil

O AVANÇO DA FISCALIZAÇÃO DO COAF E O RIGOR DAS PENALIDADES LEGAIS

O avanço da fiscalização do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) impõe a adoção de medidas efetivas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento de ilícitos (PLD/FTP) como um pilar estratégico de Compliance. A sócia Ursula Ribeiro de Almeida do nosso escritório acompanhou presencialmente, no dia 20 de outubro de 2026, em São Paulo, o evento “Deveres dos Setores Supervisionados pelo Coaf”. O encontro reuniu autoridades da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do Brasil e representantes dos setores sob fiscalização direta do órgão — como fomento comercial (factoring), comércio de joias, pedras e metais preciosos, bens de luxo ou de alto valor, e agenciamento de atletas e artistas. Com o intuito de disseminar conhecimento e contribuir ativamente com a adequação de empresas e organizações, apresentamos abaixo uma síntese dos principais pontos abordados no evento, com destaque para a estrutura de fiscalização do Coaf e as implicações do Processo Administrativo Sancionador (PAS).   A Jornada da Conformidade e os Pilares de PLD/FTP Durante o evento, os especialistas do Coaf detalharam os instrumentos normativos e operacionais exigidos pela Lei nº 9.613/1998 e pelas resoluções específicas do conselho: Avaliação Eletrônica de Conformidade (AVEC): é um instrumento automatizado de diagnóstico declaratório que avalia o grau de conformidade da empresa. Embora não possua finalidade punitiva direta, o resultado da AVEC alimenta a matriz de risco da fiscalização; a ausência de resposta ou a prestação de informações incompatíveis geram alertas que direcionam ações fiscalizatórias presenciais e aprofundadas. Controles Internos e Governança: O cumprimento legal demanda uma estrutura contínua dividida em quatro etapas: Diretriz (Política de PLD/FTP escrita e aprovada pela alta administração), Processo (Manuais com o passo a passo operacional), Evidência (Registros de operações e diligências mantidos por no mínimo 5 anos) e Revisão (Aperfeiçoamento contínuo). Gestão de Riscos e KYC (Know Your Customer): É obrigatória a realização da Avaliação Interna de Risco (AIR) — com revisão mínima a cada dois anos — e a implementação de procedimentos formais de Conheça seu Cliente. Isso inclui a consulta a Pessoas Expostas Politicamente (PEP) e a identificação do Beneficiário Final (pessoa física com participação igual ou superior a 25% ou comando de fato sobre a PJ).  Qualidade das Comunicações (COS, COE e CNO): As Comunicações de Operações Suspeitas (COS, enviadas em até 24h após a análise), de Operações em Espécie (COE) e de Não Ocorrência (CNO, enviada até 31 de janeiro) alimentam a produção dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF). O Coaf enfatizou que comunicações genéricas ou incompletas comprometem o sistema e caracterizam descumprimento regulatório.   Aplicação de Sanções e o Processo Administrativo Sancionador (PAS) Diante de indícios de descumprimento dos deveres previstos nos artigos 10 e 11 da Lei nº 9.613/1998, o Coaf deve instaurar o Processo Administrativo Sancionador (PAS). O PAS possui caráter sigiloso e visa apurar a responsabilidade tanto da pessoa jurídica quanto de seus administradores. As penalidades previstas no artigo 12 da legislação são severas e podem ser aplicadas de forma cumulativa: Advertência: Para irregularidades formais de menor lesividade. Multa Pecuniária: Calculada em até o dobro do valor da operação, até o dobro do lucro real obtido ou no valor fixo de até R$ 20 milhões por infração. Inabilitação Temporária: Afastamento do cargo de administrador por até 10 anos. Dano Reputacional: Exposição do nome da empresa e de seus executivos em registros oficiais de sanções, afetando diretamente a continuidade dos negócios e o acesso ao sistema financeiro.   Entendimentos Jurisprudenciais Firmados pelo Coaf e CRSFN A análise de casos práticos julgados pelo Plenário do Coaf e pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) consolida preceitos cruciais: A adequação posterior não anula a infração: A regularização de cadastros ou a aprovação de políticas após a notificação fiscalizatória ou citação no PAS não exime a empresa da sanção, pois a infração se consumou no momento da omissão. Responsabilização direta dos administradores: Gestores e diretores que se omitem perante falhas estruturais ou alegam inexperiência são responsabilizados pessoalmente com multas e inabilitação temporária, com base no dever de diligência. Responsabilidade objetiva por descumprimento do dever: A caracterização da infração administrativa independe da demonstração de dolo ou da ocorrência de dano concreto ao sistema financeiro.   Conclusão: A Necessidade de Suporte Jurídico Especializado Os ensinamentos trazidos no evento do Coaf confirmam que a fiscalização regulatória tornou-se altamente tecnológica e minuciosa. O uso de mecanismos genéricos de compliance não resiste a uma fiscalização por Averiguação Preliminar (APA) ou às análises automatizadas do Siscoaf. Para garantir a efetiva adequação e mitigar riscos sancionatórios, as empresas dos setores regulados precisam desenvolver: Políticas e Manuais Customizados: Elaborar e atualizar documentos de PLD/FTP totalmente aderentes ao modelo de negócio da empresa; Avaliação Interna de Risco (AIR) & KYC: Conduzir a AIR e estruturar esteiras eficientes de qualificação de clientes, PEPs e Beneficiários Finais; Treinamento e Parametrização: Implementar rotinas de capacitação contínua e parametrização de alertas para comunicações tempestivas (COS, COE, CNO); Defesa e Acompanhamento Regulatório: Prestar assessoria estratégica e defesa técnica no atendimento a notificações do Coaf (APO/APA) e na condução de defesas em âmbito de PAS. A conformidade preventiva é o único caminho seguro para proteger a reputação institucional e assegurar a sustentabilidade das operações perante o órgão regulador. Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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AUMENTO INÉDITO DAS CUSTAS PROCESSUAIS DO STJ: A redefinição de risco nas disputas judiciais

A condução de um litígio judicial exige a avaliação ponderada de um conjunto complexo de variáveis operacionais, financeiras e temporais. Desde a decisão inicial sobre a proposição da demanda ou a estruturação da defesa no polo passivo, até a busca por soluções consensuais e a consideração do tempo necessário para a conclusão do processo, cada etapa impõe um gerenciamento de riscos. Dentre os fatores determinantes para a atuação estratégica das partes, o custo financeiro exigido com o recolhimento de custas e despesas processuais desempenha papel relevante na definição dos rumos do processo, A partir de 1º de janeiro de 2027, o cenário de litígio no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) passará por uma reformulação substancial. Com a edição da Lei nº 15.498/2026 e a posterior regulamentação pela Resolução STJ/GP nº 52/2026, a sistemática do preparo recursal perante a Corte Superior deixará de adotar o modelo histórico de valores fixos e passará a basear-se na proporcionalidade com o valor da causa. Essa alteração normativa produz impacto direto nos processos em andamento, na medida em que majora os valores exigidos para a interposição de recursos direcionados ao STJ e reconfigura a análise estratégica de viabilidade das demandas após o julgamento em segunda instância. A Competência do STJ e o Alcance da Nova Regulamentação Para dimensionar o alcance da mudança das custas processuais, cumpre registrar as atribuições constitucionais conferidas ao Superior Tribunal de Justiça no artigo 105 da Constituição Federal: Competência Recursal: Julgar recursos contra acórdãos proferidos por Tribunais de Justiça Estaduais (TJ) e Tribunais Regionais Federais (TRF) — notadamente o Recurso Especial e o Recurso Ordinário. Competência Originária: Processar e julgar diretamente ações de sua competência primária, a exemplo da Ação Rescisória (voltada a desconstituir decisões transitadas em julgado) e da Reclamação (mecanismo para garantir a autoridade de suas decisões ou preservar sua competência). A nova tabela aprovada pelo Tribunal reajusta os custos de ambas as frentes, impondo um aumento proporcional expressivo tanto para quem busca reformar uma decisão de segundo grau quanto para quem necessita ajuizar uma ação originária perante o STJ. A Nova Sistemática de Apuração das Custas Processuais No regime vigente (até 2026), o recolhimento de custas em recursos e ações originárias no STJ é estabelecido por tabelas com valores pré-determinados e limites reduzidos, independentemente da dimensão econômica discutida na causa. Com a atualização legal e regimental, adotou-se o critério da proporcionalidade em relação ao valor da causa, destinar-se-ão recolhimentos com base na seguinte estrutura: Alíquota aplicável: incidência de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa. Limites Mínimo e Máximo: O regulamento fixou o patamar mínimo de recolhimento em R$ 1.325,45 e o teto máximo em R$ 107.332,80. Ações de Competência Originária: Para ações de competência originária e ações rescisórias, a alíquota alcança até 4% (quatro por cento) sobre o valor da causa, respeitados os mesmos tetos legais. Assim, o valor mínimo de custas processuais aumentou em quase 5 (cinco) vezes em relação ao valor atual e até 32.000% se considerado o limite máximo. A título ilustrativo, em um processo cujo valor da causa atualizado seja de R$100.000,00, as custas processuais devidas aumentam de R$270,12 (valor vigente em 2026) para R$2.000,00 (a partir de janeiro de 2027), ou seja, será quase 10 (dez) vezes maior. Considerações conclusivas: Análise estratégica A expressiva majoração das custas estatais em recursos e ações originárias impõe uma revisão criteriosa da gestão do risco processual: Rigor na Admissibilidade dos Recursos e Ações: Diante de desembolsos relevantes para interpor um Recurso Especial ou propor uma Ação Rescisória/Reclamação, torna-se essencial avaliar preliminarmente os requisitos técnicos de cabimento e a probabilidade de êxito antes da emissão das guias de recolhimento. Atratividade de Soluções Consensuais: O encerramento definitivo do litígio por meio de acordo — especialmente após a prolação da decisão em segundo grau (Apelação) — ganha relevância econômica para ambas as partes, evitando despesas elevadas em fases ulteriores. Planejamento Orçamentário e Risco de Deserção: O não recolhimento tempestivo e exato das novas custas acarreta a deserção do recurso ou a inépcia da petição inicial, sendo indispensável o correto provisionamento financeiro e o alinhamento preventivo entre as partes e seus patronos. Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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GRATUIDADE DE JUSTIÇA: STF define critérios para concessão do benefício

Em setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou critério objetivo de renda para a concessão do benefício da gratuidade de justiça a pessoas físicas (ADC 80). Pelo entendimento firmado, pessoas naturais que recebem renda mensal de até R$ 5.000,00 (cinco mil reais) passam a contar com a presunção de insuficiência de recursos financeiros, cujo valor foi estabelecido com base na faixa de isenção do Imposto de Renda. Quem ganha acima desse valor precisará comprovar a impossibilidade de arcar com as custas e despesas processuais. Apesar de o parâmetro fixado pela Suprema Corte ser voltado exclusivamente às pessoas físicas, a decisão gera reflexos no ambiente de negócios e na gestão de contencioso das empresas. O Custo de Litigar  No ordenamento jurídico brasileiro, a regra geral é que o ingresso e o prosseguimento de uma ação judicial exigem o recolhimento prévio de custas processuais. Esses valores costumam ser vinculados ao valor econômico da causa. Como cada tribunal e ramo da Justiça possui regramento próprio, havendo diferenças relevantes no país. A título de exemplo, na Justiça Estadual de São Paulo, o valor máximo das custas processuais é R$ 115.260,00 (teto fixado em UFESPs) e na Justiça Federal de São Paulo é de R$ 1.915,38, ou seja, há uma diferença de mais de 60 (sessenta vezes). Em disputas comerciais de expressivo valor patrimonial, o montante exigido a título de custas iniciais ou de preparo recursal pode ser muito elevado. Se o litigante não dispuser de liquidez imediata, o custo prévio do processo pode inviabilizar o próprio exercício do direito constitucional de ação. A Gratuidade de Justiça Para resguardar o acesso à Justiça, a legislação prevê o benefício da gratuidade de justiça, aplicável tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas. O Código de Processo Civil admite também medidas atenuantes, como a isenção parcial ou o parcelamento das custas processuais. Na prática, não há padronização quanto aos critérios para conceder o benefício. Na prática, juízes e tribunais exigem a apresentação de documentos para apurar capacidade econômico-financeira (extratos bancários, declarações de IR, holerites). Na prática, a mesma faixa de renda poderia resultar no deferimento do benefício em uma comarca e no seu indeferimento em outra, gerando insegurança jurídica e estimulando litígios sem critério. A Decisão do STF  Ao julgar a Ação Declaratória de Constitucionalidade 80, o STF buscou uniformizar o tratamento do tema em todo o Judiciário em relação às pessoas físicas. Em síntese, prevaleceu o seguinte entendimento: Presunção até R$ 5.000,00: Quem aufere renda mensal até este limite dispõe de presunção relativa de hipossuficiência para a obtenção da justiça gratuita. Exigência de prova acima de R$ 5.000,00: Para pessoas naturais que auferem renda superior, o interessado tem o ônus de comprovar a incapacidade de custear as custas e despesas do processo. Análise do caso concreto: A verificação dos rendimentos e da real situação financeira continuará sendo feita caso a caso. O magistrado pode afastar a presunção se identificar sinais exteriores de riqueza ou incompatibilidade patrimonial. Os Impactos da Decisão do STF Por se tratar de uma tese balizada nos rendimentos do trabalhador ou do cidadão comum, a decisão do STF traz um impacto predominantemente indireto para o meio empresarial. Contenção de abusos no polo oposto: Em demandas trabalhistas ou ações de consumo/cíveis movidas por pessoas físicas contra empresas, o estabelecimento de critérios mais objetivos tende a desencorajar “aventuras processuais”. A exigência de comprovação documental para quem ganha acima de 5 (cinco) mil reais reduz a banalização do benefício e resgata a responsabilidade pelas sucumbências e custas em caso de improcedência. Manutenção da rigidez para Pessoas Jurídicas: O julgado do STF não altera a situação da pessoa jurídica. As empresas continuam sem presunção de hipossuficiência, precisando comprovar seu estado de crise ou incapacidade de caixa quando requererem o benefício ou o parcelamento. Embora represente um avanço relevante na busca por previsibilidade, a decisão do STF não resolve integralmente as distorções que cercam a gratuidade de justiça no Brasil, tendo em vista que a falta de padronização de critérios para pessoas jurídicas implicam em disparidades regionais para concessão do benefício.  Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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ALUGUEL POR TEMPORADA E CONDOMÍNIOS: O que muda após a decisão do STJ?

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu decisão relevante sobre locação de imóveis por meio de plataformas digitais, como o Airbnb, em edifícios residenciais. A Segunda Seção da Corte estabeleceu que a oferta de estadias de curta temporada exige a aprovação em convenção de condomínio. Este entendimento uniformiza o posicionamento do Tribunal e traz impactos diretos para proprietários, investidores e administradores de condomínios. Do que trata a decisão (REsp 2.121.055/MG) A controvérsia girava em torno da natureza jurídica dessa modalidade de aluguel. Enquanto proprietários defendem o direito de usar sua propriedade livremente (amparados pela Lei do Inquilinato), muitos condomínios alegam que a alta rotatividade de desconhecidos descaracteriza a finalidade estritamente residencial do prédio. A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, destacou que esses contratos são “atípicos”, ou seja, não são puramente locações residenciais, nem serviços de hotelaria. O ponto central da decisão foi: Mudança de destinação: O uso do imóvel para exploração econômica intensiva (curta duração) altera a destinação residencial do edifício. Quórum de aprovação: Para que essa atividade seja permitida, a convenção do condomínio deve prever tal possibilidade ou, caso seja omissa, deve haver uma alteração aprovada em assembleia por, no mínimo, dois terços dos condôminos. Impactos para os Condôminos: Segurança e Convivência A decisão foi recebida com alívio por muitos moradores que priorizam o sossego e a segurança, já que: Segurança: A rotatividade excessiva dificulta o controle de acesso e o reconhecimento de quem circula nas áreas comuns (elevadores, piscinas e academias). Com a decisão, o condomínio ganha poder para regulamentar e fiscalizar esse fluxo. Sossego: O uso turístico ou de lazer muitas vezes colide com a rotina de quem reside no local, gerando ruídos em horários impróprios e sobrecarga das áreas de lazer. O Imóvel como Investimento em Áreas Nobres e Turísticas Por outro lado, há quem tema que restrições severas possam desvalorizar unidades em áreas turísticas, onde o potencial de rentabilidade é um atrativo de venda. Em cidades turísticas ou centros financeiros (áreas nobres), o imóvel deixou de ser apenas moradia para se tornar um ativo financeiro. A rentabilidade do aluguel de curta temporada costuma ser significativamente superior à da locação convencional de 30 meses. No entanto, o STJ sinalizou que o direito de propriedade não é absoluto e deve coexistir com o direito de vizinhança. Para o investidor, o cenário agora exige cautela jurídica: comprar um imóvel visando lucro via Airbnb sem checar a convenção do condomínio tornou-se um risco elevado. Conclusão A decisão do STJ traz segurança jurídica ao definir que o coletivo (o condomínio) tem voz sobre o uso das unidades que impactam a vida de todos. Para o mercado imobiliário, o foco agora volta-se para a gestão profissional dessas locações, garantindo que o lucro do investidor não comprometa a paz dos moradores. Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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Decisão do STF fortalece investigações contra lavagem de dinheiro e corrupção

     Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou tese fixada no Tema 990 quanto à constitucionalidade do compartilhamento de informações entre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e outros órgãos (como polícia e Ministério Público) para fins de combate à lavagem de dinheiro e corrupção.         O Supremo cassou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que limitava o compartilhamento de informações do Coaf, o que representava um risco para investigações criminais.          O Papel do Coaf no Combate a Crimes Financeiros        O Coaf é um órgão de inteligência que tem competência para prevenir e combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e outros crimes financeiros. Sua importância está em identificar transações e movimentações financeiras suspeitas, que podem indicar atividades ilegais.      Cabe ao órgão elaborar Relatório de Inteligência Financeira (RIF) quando identifica operações suspeitas. Os relatórios são cruciais para que as autoridades competentes possam investigar evasão fiscal, lavagem de dinheiro e outros crimes complexos, como os cometidos por organizações criminosas que utilizam o sistema financeiro para ocultar recursos de origem ilícita.       O Tema 990 do STF       O STF fixou seu entendimento ao julgar o Tema 990 de repercussão geral ao estabelecer  que é constitucional o envio, sem prévia autorização judicial, dos relatórios de inteligência financeira da Unidade de Inteligência Financeira (UIF/Coaf) e dos procedimentos fiscalizatórios da Receita Federal. Essas informações podem ser compartilhadas com os órgãos de persecução penal (como polícia e Ministério Público), desde que sejam observadas as garantias de sigilo e o controle jurisdicional posterior.       A decisão do STF foi baseada na necessidade de fortalecer o combate à criminalidade financeira, como lavagem de dinheiro e corrupção, permitindo que as autoridades investigativas tenham acesso a dados cruciais para a apuração de crimes, sem a burocracia de uma autorização judicial prévia, que poderia comprometer a agilidade das investigações.         A cassação da decisão do STJ      A decisão do STJ restringia o compartilhamento de informações do Coaf com autoridades policiais, contrariando a tese do Tema 990 do STF.  Vale destacar que as teses fixadas pelo Supremo em repercussão geral são vinculantes para todos os tribunais inferiores, visando à uniformidade e à estabilidade da jurisprudência.      Ao revogar a liminar do STJ, o STF reafirmou a validade e a autoridade de sua decisão anterior no Tema 990, garantindo que o compartilhamento de informações. A decisão reforça a importância da cooperação entre os órgãos para combater o crime organizado. Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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O contrato de alienação fiduciária e os requisitos de validade

     A alienação fiduciária é um mecanismo jurídico consolidado e amplamente utilizado pelas instituições financeiras. Ele desempenha papel central de operações de crédito no Brasil, pois é a garantia mais utilizada em financiamento de bens móveis e imóveis. O contrato constitui título de propriedade fiduciária ao credor, que se extinguirá com o pagamento da dívida.         A alienação fiduciária em garantia tem as seguintes características: é um contrato formal ou solene, já que exige a forma escrita para sua validade; classifica-se como oneroso, pois as duas partes almejam vantagens; bilateral, pois implica obrigações mútuas entre credor e devedor; em sua essência, é comutativo, presumindo uma proporcionalidade entre as prestações assumidas; geralmente é firmado por adesão, com cláusulas previamente estipuladas por uma das partes; em relação ao efeito, o entendimento majoritário da doutrina é que, o contrato tem efeito real, pois transfere a propriedade sem a entrega da coisa, ou seja, a transmissão da titularidade do bem ocorre com o registro do contrato, independentemente da entrega do bem de uma parte para outra (tradição).        O contrato, que serve de título à propriedade fiduciária, deverá prever (art. 1.362 do Cód. Civil):  (i)   o total da dívida, ou sua estimativa; (ii)  o prazo, ou a época do pagamento;  (iii) a taxa de juros, se houver;  (iv) a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos indispensáveis à sua identificação.     Embora tanto os contratos envolvendo bens móveis quanto os relativos a bens imóveis tenham natureza fiduciária e para fins de garantia, existem diferenças significativas quanto à forma, ao registro e à execução. Bens móveis       A alienação fiduciária de bens móveis pode ser formalizada por meio de escritura pública ou instrumento particular. Geralmente, esse tipo de contrato está inserido no próprio documento que institui a obrigação principal. Contudo, a legislação permite que ele conste em um documento distinto.      A formalização do contrato – seja por instrumento público ou particular – é suficiente para a constituição da propriedade fiduciária. Esse documento também serve como título para o registro no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, que deve ser realizado no domicílio do devedor. Para veículos, o registro deve ser feito na repartição competente para o licenciamento, com a devida anotação no certificado de registro. Bens imóveis      O artigo 38 da Lei nº 9.514/1997 trata da alienação fiduciária de imóveis no âmbito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI),  passou por várias alterações legislativas. A Lei nº 10.931/2004 passou a permitir que todos os contratos de alienação fiduciária fossem firmados por instrumento particular.  Pouco tempo depois, a Lei nº 11.076/2004 restringiu essa possibilidade apenas aos contratos firmados dentro do SFI.       Por outro lado, também se argumentou que a Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019) impede a obrigatoriedade da escritura pública, tendo em vista que impõe custos adicionais e mais burocracia, contrariando o espírito de desburocratização da referida lei.        Mais recentemente, o Conselho Nacional de Justiça publicou o Provimento nº 175/2024 para estender a lista de entidades que podem celebrar contratos por instrumento particular no SFI, incluindo securitizadoras, agentes fiduciários e outros regulados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM ou Banco Central.  Além disso, o provimento validou os contratos que foram firmados antes da entrada em vigor do Provimento nº 172.     Por fim, embora o registro do contrato no Cartório de Registro de Imóveis seja necessário para constituir a propriedade fiduciária (art. 23 da Lei nº 9.514/97), sua ausência não retira a validade e a eficácia dos termos livre e previamente ajustados entre os contratantes. Em resumo, o contrato sem registro tem eficácia apenas entre as partes, mas não produz os efeitos jurídicos plenos da alienação fiduciária, ou seja, não há o direito real de garantia perante terceiros.  Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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Marco Legal das Garantias: novos rumos da alienação fiduciária de bens móveis

       A Lei 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias, alterou o regime das garantias reais e pessoais, com repercussões em múltiplos setores, como na prática bancária, registral e executiva. A norma modificou dispositivos de diversas legislações, como o Código Civil, a Lei de Registros Públicos, a Lei de Falência  e a Lei da Alienação Fiduciária (Lei nº 9.514/97). Em relação à última legislação, uma das principais inovações está no fortalecimento da chamada autotutela executiva, ou seja, da possibilidade legal de o credor executar a garantia referentes a bens móveis (como veículos financiados) sem precisar ingressar com um processo judicial.       A alienação fiduciária é um mecanismo jurídico consolidado e amplamente utilizado pelas instituições financeiras, desempenhando um papel crucial na garantia de operações de crédito, bem como no financiamento de bens móveis e imóveis. O contrato que constitui título à propriedade fiduciária materializa essa relação jurídica, estabelecendo a transferência fiduciária da propriedade do bem ao credor, que se extinguirá com o pagamento da dívida.      A lei disciplina, entre outros, a execução extrajudicial da alienação fiduciária, possibilitando ao credor consolidar extrajudicialmente a propriedade e promover leilões em cartório, sem intervenção prévia do Judiciário. Essa nova possibilidade se aplica principalmente aos contratos de alienação fiduciária de bens móveis, como automóveis financiados. A execução extrajudicial do contrato exige o cumprimento de determinados requisitos legais.        A nova redação do Decreto-lei nº 911/69, conferida pela Lei nº 14.711/2023, prevê que o credor poderá promover a consolidação da propriedade fiduciária diretamente perante o cartório de registro de títulos e documentos, no lugar do procedimento judicial, desde que: haja cláusula contratual expressa e destacada que autorize a via extrajudicial; comprovação do atraso do pagamento da dívida (mora).       O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina os elementos essenciais que um contrato de alienação fiduciária deve conter para permitir sua execução extrajudicial. São eles: Descrição do bem: detalhes completos e identificadores do bem que serve como garantia. Valor da dívida: o montante principal da dívida que está sendo garantida. Prazos e condições de pagamento: as datas e as condições estabelecidas para o pagamento da dívida. Taxas e encargos: a taxa de juros e todos os demais encargos aplicáveis. Cláusula de execução extrajudicial: uma cláusula expressa, em destaque, que mencione a possibilidade de execução extrajudicial da garantia, conforme o Art. 8º-B do Decreto-Lei nº 911/1969. Constituição em mora: a forma como o devedor será notificado sobre seu atraso no pagamento (mora). Cálculo do saldo devedor e venda do bem: os critérios para calcular o valor devido em caso de inadimplência e as condições para uma eventual venda do bem. Entrega voluntária do bem: o procedimento para que o devedor fiduciante possa entregar o bem voluntariamente em caso de não pagamento.      A realização da execução pela via extrajudicial não elimina o papel do Judiciário, mas ocorre em regime de cooperação com a jurisdição. O Judiciário permanecerá disponível ao devedor para discutir possível ilegalidade, abusividade ou desequilíbrio contratual.       Nesse sentido, a adoção eficaz dos instrumentos de autotutela exige alguns cuidados para garantir que os direitos fundamentais do devedor sejam efetivamente preservados, como o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal, ainda que em âmbito extrajudicial. Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional.

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Selo Referência Nacional 2024

Em 2023 expandimos a nossa atuação em direito empresarial para atender também demandas e casos de direito digital, proteção de dados, inovação e compliance. Além das novas áreas, intensificamos nossa presença no mundo digital para compartilhar conhecimento com a comunidade jurídica e empreendedores que buscam se atualizar sobre questões jurídicas de impacto na atividade empresarial. É com satisfação que recebemos o reconhecimento do trabalho de excelência da equipe de Boiteux & Almeida Advogados com o Certificado OURO, na categoria Advocacia e Justiça, pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação – ANCEC @ancec_ Agradecemos à ANCEC e aos nossos clientes pela relação de confiança e parceria. #direitoempresarial #direitodigital #lgpd #advocacia #advogado #cfm #atestacfm #marcocivildainternet #boiteuxealmeidaadvogadosassociados #boiteuxealmeidaaa #ancec #cultura #empreendedorismo #comunicacao #ursularibeiro #beatrizreis #fernandoboiteux #seloreferencianacional2024

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Alienação fiduciária em garantia de bens imóveis e escritura pública

O sócio Fernando Boiteux publicou artigo no CONJUR sobre as  mudanças nas exigências de formalização de contratos imobiliários relacionados à alienação fiduciária. No artigo, ele analisa os impactos das novas regras do Conselho Nacional de Justiça – CNJ relacionadas às entidades autorizadas a celebrar esses contratos por meio de instrumento particular, além dos impactos para a proteção dos consumidores. Confira na íntegra: https://www.conjur.com.br/2024-nov-01/alienacao-fiduciaria-em-garantia-de-bens-imoveis-e-escritura-publica/ Este artigo foi preparado com propósito meramente informativo; não pode ser tratado como aconselhamento legal e as informações nele contidas não devem ser seguidas sem orientação profissional. #direitoempresarial #direitodigital #lgpd #advocacia #advogado #cfm #atestacfm #marcocivildainternet #atestadomedico #atestacfm #boiteuxealmeidaadvogadosassociados #boiteuxealmeidaaa

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Liminar suspende novas regras de atestados médicos

O empregado pode se ausentar do trabalho, sem prejuízo do recebimento integral do salário, por motivos de saúde, acompanhamento de familiar em atendimento médico e realização de consulta e/ou exame médicos, desde que observados os requisitos previstos na legislação trabalhista. O empregador pode solicitar atestado médico ou outro documento aplicável para comprovação da ausência justificada, que deve ser apresentada pelo empregado no prazo legal.  É um problema antigo e conhecido a utilização de atestados médicos falsos, inclusive nas relações de trabalho. Caso o empregador tenha dúvidas fundadas sobre a idoneidade de atestados médicos, pode encaminhar o empregado para uma nova consulta com o médico contratado pela empresa. Se for constatada falsificação do documento, o empregado pode ser dispensado por justa causa, além de poder responder por outras penalidades legais aplicáveis.  O Conselho Federal de Medicina – CFM publicou novas regras para emissão de documentos médicos, visando garantir maior segurança e coibir fraudes. Porém, as normas foram suspensas por decisão judicial. Entenda o teor da regulamentação e o motivo da sua suspensão da sua aplicação.  Novas regras aplicáveis aos documentos médicos O Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução n. 2.381, em 2 de julho de 2024, para estabelecer novos requisitos para os documentos médicos, o que abrange aqueles aplicáveis à relação de trabalho: Atestado médico de afastamento: documento simplificado emitido por médico para determinados fins sobre atendimento prestado a um(a) paciente, no qual deve constar, além dos itens citados no art. 2º, a quantidade de dias concedidos de dispensa da atividade necessários para a recuperação do(a) paciente; Atestado de acompanhamento: documento pelo qual o médico confirma a presença de um indivíduo que acompanha paciente à consulta ou a um procedimento, e deve deixar consignada a data de comparecimento, bem como a quantidade de dias. Declaração de comparecimento: fornecida pelo setor administrativo de estabelecimento de saúde, assim como o atestado por médico, sem recomendação de afastamento do trabalho; pode ser um documento válido como justificativa perante o empregador, para fins de abono de falta no trabalho, desde que tenha a anuência deste.  Atestado de saúde: documento médico solicitado pelo(a) paciente, no qual o médico afirma a condição de saúde física e mental do(a) paciente. Trata-se de documento com múltiplas aplicações, cujo conteúdo deve observar sua respectiva finalidade. São considerados atestados de saúde: atestado de doença, atestado para licença-maternidade e casos de abortamento, atestado de aptidão física, atestado para gestantes em viagens aéreas e outros afins.  Atestado de saúde ocupacional (ASO): documento emitido por médico e definido pela Norma Regulamentadora 7, em conformidade com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, no qual se atesta a aptidão ou inaptidão do(a) trabalhador(a) para o desempenho de suas atividades laborativas, nos termo Parecer técnico: documento expedido por médico especialista em área específica, de caráter opinativo, baseado na literatura científica, e quando na seara judicial fundamenta-se também nos autos do processo, em fatos, ou evidências, e na legislação aplicada; neste caso serão cobrados honorários pelo médico, quando em serviço privado.  Laudo médico-pericial: documento técnico expedido por perito oficial e anexado ao processo para o qual foi designado, cujo roteiro se encontra na Resolução CFM nº 2.153/2016.  De acordo com a nova regulamentação, os documentos médicos devem ter elementos mínimos para identificação do médico e do paciente. Ademais, é obrigatório ao paciente a apresentação de documento de identificação oficial com foto e indicação do CPF, incluindo pacientes menores de idade.  Plataforma Atesta CFM A Resolução CFM n. 2.382, de 6 de setembro de 2024, determinou a instituição da Plataforma Atesta CFM como sistema oficial e obrigatório para emissão e gerenciamento de atestados médicos, inclusive de saúde ocupacional, em todo território nacional, sendo aplicável para documentos físicos e digitais.  Conforme estipulado no escopo da Resolução, os atestados médicos deverão ser emitidos obrigatoriamente pela plataforma Atesta CFM ou por sistemas integrados a esta, e preferencialmente de maneira eletrônica. Em caráter excepcional, será possível emitir documentos físicos, desde que seja para casos que necessitem da emissão de atestados em formato manual (papel), e deverão atender às premissas de rastreabilidade, autenticidade e validação equivalentes ao meio digital. Além disso, as pessoas jurídicas privadas e públicas poderão se cadastrar na plataforma para ter acesso aos atestados médicos, que exigirá também pagamento para seu acesso. Assim, o empregador poderá ter acesso diretamente ao atestado médico do seu empregado.  A nova regulamentação e o impacto da LGPD  É importante lembrar que nos documentos médicos objeto da nova regulamentação há dados pessoais sensíveis do paciente por se tratar de informação referente à sua saúde. Dessa forma, é necessário observar os requisitos específicos quanto ao tratamento de dados sensíveis previstos na Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD.  A nova regulamentação estabelece regras especiais para o tratamento de dados dos documentos pelos médicos e estabelecimentos de saúde (hospitais, clínicas e laboratórios, por exemplo) na medida em que prevê: Os dados pessoais do médico e paciente que devem constar nos documentos médicos; A imposição de registro dos documentos na Plataforma do CFM;  A obrigatoriedade de verificação da identidade do paciente. Em caso de emissão de atestados em meio físico, o médico é legalmente responsável pelo seu registro na plataforma do CFM, além da guarda e uso correto das folhas de atestado médico. Se houver perda, extravio ou comprometimento da integridade das folhas, o médico deve registrar imediatamente o ocorrido na plataforma e adotar todas as ações necessárias para evitar o uso indevido das informações nelas contidas. As pessoas jurídicas – sejam empresas ou entes públicos – poderão se cadastrar na plataforma para ter acesso aos atestados médicos dos seus funcionários, que está sujeita a pagamento para acesso ao sistema. Neste caso, é necessário coletar consentimento específico e destacado de acordo com modelo previsto pelo CFM.  A resolução do CFM estabelece que o empregado não pode ser obrigado a assinar o termo de consentimento para o compartilhamento de atestados, devendo ter a opção de encaminhá-lo diretamente ao empregador. Considerando que há uma relação de subordinação entre empregado e empregador, como poderá haver consentimento livre

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